AI pede para Calderón exigir que China respeite direitos humanos

México, 11 jul (EFE) - A Anistia Internacional (AI) pediu hoje ao presidente do México, Felipe Calderón, para pressionar as autoridades chinesas para que cumpram suas obrigações em matéria de direitos humanos, durante a primeira visita que o chefe de Estado realiza ao país.

EFE |

"Os Jogos Olímpicos (Pequim 2008), que atraíram a atenção internacional, devem significar um campo fértil para lançar ou deixar um legado positivo em matéria de direitos humanos" na China, disse à Agência Efe o diretor-executivo da AI no México, Alberto Herrera.

"É importante que, quando o México se aproximar da China para ter relações, leve sempre em conta que deve ser um requisito indispensável para a melhora destas relações a melhora em matéria de direitos humanos", disse.

Herrera afirmou que Calderón, que no sábado encerra uma visita de quatro dias à nação asiática, é a pessoa adequada para levar à China esta mensagem, pois "a comunidade internacional percebe no México uma enorme liderança no cenário internacional em matéria de direitos humanos".

No entanto, o representante da AI lamentou não ter notícias de que o chefe de Estado mexicano tenha incluído este tipo de temas na agenda da visita.

A China é um dos países mais criticados pelas organizações internacionais que zelam pelos direitos humanos, entre as quais se encontra a AI.

Em 2007, foram realizadas no país 479 execuções, de acordo com os dados revelados pelas autoridades chinesas, mas a AI suspeita de que o número real possa ser muito maior.

Além disso, a organização de defesa dos direitos humanos disse que em algumas cidades chinesas que foram escolhidas como sede dos Jogos Olímpicos, houve "uma limpeza" de cidadãos por "delitos" como a mendicidade ou a embriaguez. EFE mps/db

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