AI pede aos EUA para seguir exemplo da França e aceitar presos de Guantánamo

Londres, 16 mai (EFE).- A Anistia Internacional (AI) pediu hoje aos Estados Unidos e outros países a seguir o exemplo da França e aceitar a presos que sejam libertados da prisão americana de Guantánamo (Cuba).

EFE |

Em comunicado divulgado em sua sede em Londres, a AI se refere ao caso do argelino Lakhdar Boumediene, que chegou nesta sexta-feira à França para ser amparado por familiares, após permanecer sete anos em Guantánamo sem acusações nem julgamento algum.

"O Governo francês deu um passo para ajudar a relegar à história o centro de detenção de Guantánamo", afirma Daniel Gorevan, responsável da organização pró direitos humanos.

"Outros Governos deveriam seguir o elogiável exemplo da França", ressalta Gorevan, ao incidir em que "é lamentável que os EUA continuem fracassando a esse respeito".

A AI calcula que "até 60 detidos" na prisão da base americana em Cuba "não podem retornar a seus países porque correriam risco de tortura e outras graves violações de direitos humanos".

De acordo com a AI, o Governo americano tem que adotar medidas rápidas para acabar com as detenções ilegais em Guantánamo.

"Além disso, os EUA devem oferecer aos reclusos que sejam postos em liberdade e não possam retornar para casa a oportunidade de viver no país", concluiu. EFE pa/ma

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