AI pede a Pequim que ponha fim a medidas repressivas contra ativistas

(embargada até as 19h01 de Brasília de 1º de abril) Londres, 1 abr (EFE).- A Anistia Internacional (AI) pediu hoje às autoridades chinesas que acabem com as medidas repressivas contra os defensores dos direitos humanos em Pequim e outras regiões da China e em oposição aos manifestantes no Tibete.

EFE |

Em um relatório divulgado hoje a AI afirma que as medidas contra os ativistas se aprofundaram por causa da realização dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Em Pequim e suas proximidades as autoridades chinesas silenciaram e prenderam ativistas, enquanto a ofensiva da Polícia e dos militares contra os manifestantes no Tibete levaram a sérias violações dos direitos humanos nos últimos dias, acrescenta o documento.

"Com estas ações surgem dúvidas sobre se as autoridades chinesas são realmente sérias em seu compromisso de melhorar os direitos humanos ante os Jogos Olímpicos", afirma no texto a secretária-geral da AI, Irene Khan.

"Os Jogos Olímpicos até agora fracassaram em atuar como catalisadores para a reforma. A menos que sejam tomadas medidas urgentes para reparar a situação, um legado positivo dos Jogos Olímpicos de Pequim em matéria de direitos humanos parece cada vez mais fora do alcance", declarou Khan.

Faltando poucos meses para os Jogos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e os líderes mundiais deveriam falar com firmeza sobre a situação, caso contrário há um perigo de que possa ser interpretado como um apoio tácito às violações dos direitos humanos cometidas pelas autoridades chinesas, diz a AI.

Em seu relatório a entidade pede às autoridades chinesas que permitam o acesso de observadores independentes e pesquisadores da ONU ao Tibete.

Além disso, solicita o fim das detenções arbitrárias, da intimidação e da perseguição dos ativistas, e reivindica a permissão de trabalho para todos os jornalistas em qualquer lugar da China.

A AI pede a liberdade dos ativistas detidos simplesmente por expressarem suas opiniões, como Yang Chunlin, condenado a cinco anos de prisão em 25 de março por "incitar à subversão" após apoiar uma campanha pró-direitos humanos.

A organização reúne ainda o ativista Hu Jia, submetido a julgamento em 18 de março por "incitar à subversão" em relação a suas atividades sobre direitos humanos após passar meses sob "prisão domiciliar". EFE vg/ev/fal

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