AI pede a países da Liga Árabe que não protejam líder sudanês

Londres, 25 mar (EFE).- A Anistia Internacional (AI) pediu hoje ao Egito e a outros países da Liga Árabe que não protejam o presidente sudanês, Omar al-Bashir, acusado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de crimes contra a Humanidade.

EFE |

"Egito e outros membros da Liga Árabe não deveriam proteger o presidente Bashir da ação da Justiça internacional", afirmou a secretária-geral da AI, Irene Khan, depois que o líder sudanês se reuniu hoje no Cairo com o chefe de Estado egípcio, Hosni Mubarak.

"Sua presença hoje no Egito deveria ter sido uma oportunidade para aplicar a ordem de detenção emitida pelo TPI", disse Khan em comunicado.

A AI afirmou que, com a imunidade concedida aos que cometem crimes de guerra e de lesa-humanidade, "a Liga enfraqueceu a lei internacional, que não proporciona este tipo de imunidade a ninguém, nem sequer a um chefe de Estado, por crimes tão graves".

"A Liga tinha razão quando exigiu justiça internacional para os crimes de guerra e outras graves violações da lei internacional cometidos durante o recente conflito de Gaza. Deveriam aplicar a mesma pauta para os crimes cometidos no Sudão", afirmou Khan.

A entidade fez um apelo "a todos os membros da comunidade internacional para garantir a plena responsabilidade dos que cometem crimes contemplados na lei internacional no Sudão, em Gaza e em qualquer outro lugar onde ocorrerem". EFE fpb/db

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