AI exige que Junta Militar birmanesa liberte mais de 2 mil presos políticos

Bangcoc, 5 ago (EFE).- A organização Anistia Internacional (AI) exigiu hoje que a Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) liberte os mais de 2 mil presos políticos que ainda mantém em suas prisões, alguns há duas décadas.

EFE |

Em comunicado, AI pediu que as Nações Unidas tomem medidas mais firmes para obrigar o regime birmanês a tirar da prisão os ativistas detidos nos protestos pró-democracia de 8 de agosto de 1988, que na sexta-feira completam 20 anos.

"Nada mostra melhor o caráter mesquinho da Junta Militar como o fato de que agora há mais prisioneiros políticos do que em qualquer outro momento desde aquelas manifestações", disse Benjamin Zawacki, pesquisador do grupo de direitos humanos.

Zawacki disse que a ONU não deveria continuar aceitando os enganos do Governo birmanês, e precisa exigir resultados.

A AI constata a existência de cerca de 2.050 presos políticos em Mianmar, muitos dos quais vivem em condições subumanas na notória prisão de Insein, ao norte de Yangun, a maior cidade do país. EFE tai/an

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