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AI denuncia graves violações dos direitos humanos no Irã

Londres, 21 jan (EFE).- A Anistia Internacional (AI) denunciou hoje graves violações dos direitos humanos no Irã desde a vitória eleitoral em junho do ano passado do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em eleições cuja transparência foi posta em dúvida pela oposição.

EFE |

Em comunicado divulgado hoje, a AI destacou que "as autoridades fizeram uso excessivo da força para reprimir protestos em grande medida pacíficos" e assegurou que "antes das últimas manifestações, as autoridades reconheceram 36 mortes, embora a oposição afirma que morreram mais de 70 pessoas".

"As autoridades admitiram terem detido mais de 4 mil pessoas, mas o verdadeiro número poderia ser muito maior", acrescentou a AI. A ONG considerou que "muitos dos detidos foram torturados ou submetidos a outros maus-tratos em centros de detenção".

Além disso, "foram impostas penas de prisão ou tortura a mais de 80 pessoas em relação aos distúrbios, em alguns casos após massiva 'pressão midiática' que começou em agosto de 2009".

"Pelo menos sete dos detidos foram condenadas à morte, os últimos no final de dezembro de 2009. No entanto, estas não foram as únicas penas de morte impostas pelas autoridades iranianas", destacou a nota.

A organização disse ter informação que "há 17 membros da minoria curda à espera de execução" e expressou receio de que eles "sejam executados a qualquer momento", sobretudo levando em conta as execuções de outros dois curdos no Irã nos últimos dois meses.

A AI se dirigiu ao Governo espanhol, que exerce a Presidência rotativa da União Europeia (UE), para que abra um debate sobre a situação no Irã durante a reunião do conselho de Assuntos Exteriores que será realizada o próximo dia 25.

A ONG também lançou uma iniciativa na internet para pedir a libertação do ativista iraniano de direitos humanos, Emad Baghi, detido pelas autoridades 28 de dezembro passado.

Por meio de seu site (www.amnesty.org), a AI convidou a opinião pública internacional a pressionar o Governo de Teerã para que liberte Baghi, a quem a ONG considera um preso de consciência.

A AI, que não tem constância que se lhe tenha acusado nenhum delito, informou em comunicado que Baghi está detido "por exercer pacificamente sua liberdade de expressão, assim como por seu trabalho em defesa dos direitos humanos".

A organização receia que ele "possa ser torturado".

Agraciado em 2009 com o prestigioso prêmio Martin Ennals para ativistas de direitos humanos, Baghi é o primeiro vencedor nos 18 anos de história deste prêmio a quem foi negada a oportunidade de receber o prêmio pessoalmente, lembrou a AI, já que as autoridades iranianas o impediram de viajar para Genebra (Suíça). EFE fpb/sa

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