AI denuncia campanha contra ex-presos de Guantánamo que a Suíça quer receber

Genebra, 12 jan (EFE).- A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) denunciou hoje que o Governo chinês realiza uma campanha para denegrir dois ex-prisioneiros de Guantánamo, pertencentes à etnia uigur, que a Suíça está disposta a receber.

EFE |

"Estamos preocupados pela sorte de dois detidos de origem uigur que o cantão do Jura está pronto a aceitar. A campanha contra as pessoas foi lançada pelas autoridades chinesas, que sustentam que ambos são perigosos terroristas, mas as informações são falsas", afirmou a associação.

"Os dois irmãos nunca tiveram vínculos com movimento terrorista algum, são dois pobres homens que foram detidos por erro".

Em carta pública ao Governo suíço, AI pediu para a Suíça manter a decisão de receber os dois cidadãos chineses, pois "as investigações demonstraram que eles não representam nenhum risco para a segurança de nosso país".

Por isso as autoridades vão recebê-los por razões humanitárias e oferecer assim "a possibilidade de reconstruir uma vida digna e segura".

O Governo chinês se dirigiu oficialmente ao da Suíça para pedir que não os receba, por considerá-los terroristas, e deu a entender que a medida poderia prejudicar as relações bilaterais. EFE is/dm

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