AI critica relatório de Israel sobre ofensiva em Gaza

Londres, 23 abr (EFE).- A Anistia Internacional (AI) denunciou hoje a falta de credibilidade do relatório militar em que o Exército de Israel diz não ter cometido violações durante a ofensiva na Faixa de Gaza.

EFE |

Segundo o texto do Exército, os militares atuaram com respeito ao direito internacional em tempo de guerra.

Em comunicado, a AI pediu às Forças Armadas israelenses quer tornem públicos os detalhes de suas pesquisas sobre os diferentes incidentes ocorridos durante os 22 dias de ataques, que causaram a morte de 1.400 palestinos, em sua maioria civis.

A investigação interna, cujos resultados foram divulgados ontem, concluem que o Exército israelense não cometeu crimes de guerra em sua ofensiva militar de dezembro e janeiro passados.

Segundo as pesquisas, dirigidas por cinco coronéis que não estiveram envolvidos nos combates, os soldados não mataram de forma deliberada civis, mas cometeram alguns erros, como o que provocou a morte de 21 pessoas da mesma família.

A AI reiterou hoje seu pedido para que seja feita uma investigação independente que permita apurar responsabilidades, já que o relatório oficial "carece de detalhes cruciais" e só se refere de forma vaga, sem justificar suas alegações com provas, a alguns dos fatos ocorridos.

Por exemplo, AI aponta em sua nota que o documento não explica adequadamente a morte de cerca de 300 crianças e de muitos outros civis, nem a destruição de estruturas não militares. EFE jm/rr

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