AI comemora extradição de militar uruguaio aprovada pelo STF

Londres, 7 ago (EFE).- A Anistia Internacional (AI) demonstrou hoje sua satisfação pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar a extradição para a Argentina do militar aposentado uruguaio Manuel Juan Cordero Piacentini, acusado de participar da Operação Condor durante as ditaduras sul-americanas nos anos 70.

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Em comunicado emitido de sua sede em Londres, a organização pró-direitos humanos afirma que a decisão demonstra que "a Justiça internacional funciona" e envia "a forte mensagem de que nenhum país deve ser refúgio para criminosos".

"O que falta ainda é que o Brasil investigue e faça justiça sobre as centenas de casos de abusos cometidos durante seu próprio regime militar", afirma Hugo Relva, assessor jurídico da AI.

Segundo Relva, "um primeiro e fundamental passo para isto é a anulação da anacrônica Lei da Anistia".

A AI também lembra aos Estados "sua obrigação de conceder as extradições de pessoas envolvidas em crimes de direito internacional".

O STF informou ontem que, com seis votos a favor e dois contra, aprovou o processo de extradição para a Argentina do ex-militar uruguaio.

Cordero, de 70 anos, é acusado do desaparecimento de dez pessoas na Argentina e do sequestro de um bebê, além de ser acusado de 32 casos de torturas contra detidos, em 1976, em uma prisão clandestina.

O STF acrescentou que, apesar da solicitação de extradição pelo mesmo caso por parte do Uruguai, país de origem de Cordero, aprovou o pedido da Argentina, porque a lei brasileira dá preferência ao país onde o crime foi cometido. EFE pa/pd

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