AI baixa para 10 o número de possíveis mortos em protestos no Irã

Londres, 19 jun (EFE).- Até dez pessoas, e não 15, como foi divulgado anteriormente, podem ter morrido nos protestos ocorridos em Teerã e que provocaram confrontos entre manifestantes da oposição e forças de segurança, disse hoje a Anistia Internacional (AI).

EFE |

O novo número continua diferente dos dados oficiais, que falam de oito mortos durante os distúrbios ocorridos na capital iraniana desde a sexta-feira passada, dia das eleições presidenciais no Irã.

A reeleição do atual presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, desencadeou os protestos da oposição, que fala em fraude eleitoral.

Em comunicado de "esclarecimento" emitido em sua sede em Londres, a AI informou que "até dez pessoas podem ter perdido a vida nos distúrbios".

Além disso, "pelo menos quatros estudantes estão desaparecidos após o ataque contra o alojamento estudantil de Teerã", diz a entidade, que mencionou anteriormente a possibilidade de que cinco estudantes estivessem no primeiro cálculo de 15 mortos.

A AI atribui seus números a uma apuração própria em função do acompanhamento das notícias sobre os confrontos e os dados recebidos do Irã.

O órgão pede às autoridades iranianas para que investiguem "todas as informações sobre as mortes (ocorridas nos distúrbios) com o objetivo de esclarecer o destino desses estudantes".

A AI também solicita ao Governo de Teerã para "garantir que as milícias não tenham permissão para operar com liberdade, pois não são treinadas adequadamente para vigiar manifestações".

Além disso, a entidade acusou hoje o líder supremo da Revolução iraniana, o aiatolá Ali Khamenei, de "legitimar a brutalidade" policial no discurso que pronunciou hoje em Teerã.

Em sua fala, Khameini voltou a apoiar a controvertida vitória eleitoral de Ahmadinejad e considerou como "inaceitável o desafio nas ruas".

O líder supremo advertiu à oposição que esta "será responsável pelo caos" caso continue com seus protestos. EFE pa/bba

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