AI alerta para crise humanitária em Gaza e pede cessar-fogo a Israel

Londres, 29 dez (EFE).- Anistia Internacional (AI) alertou hoje para uma crise humanitária em Gaza e pediu a Israel que cesse os bombardeios aéreos contra esse território, que mataram 345 pessoas, segundo o Ministério da Saúde da Faixa palestina e feriram mais de 1.

EFE |

400 nos últimos três dias.

"Os civis palestinos ainda correm o risco de morrer ou de serem feridos nos ataques aéreos israelenses e cada vez mais lhes falta atendimento médico, mantimentos, remédios, eletricidade, água e outras necessidades", afirmou a organização defensora dos direitos humanos em comunicado emitido de sua sede em Londres.

"É completamente inaceitável -ressaltou- que Israel siga intencionalmente privando 1,5 milhão de pessoas de alimentos e de outras necessidades básicas".

A AI advertiu que as baixas "podem aumentar devido à carência de atendimento médico adequada para centenas de feridos", e ressaltou que o sistema de Saúde de Gaza, já muito afetado pelo bloqueio israelense, é "incapaz de atender ao grande número de vítimas".

A Anistia também pediu a Israel que facilite o acesso a seus hospitais das pessoas feridas como resultado de sua ofensiva, lançada no sábado em represália aos ataques com foguetes contra povoados israelenses cometidos nos dias anteriores pelo movimento islâmico palestino Hamas, que controla Gaza.

Além disso, a AI pediu ao Egito que abra seus centros hospitaleiros às vítimas do conflito e a não fazer "uso excessivo" da força contra os que fogem da violência e querem atravessar sua fronteira desde Gaza.

A organização considera ainda que Israel deve autorizar a entrada "segura e imediata" em Gaza de ativistas defensores dos direitos humanos e das agências internacionais de ajuda humanitária.

Por fim, a AI reitera sua chamada para que o Hamas e outros grupos armados palestinos detenham seus ataques "indiscriminados" contra cidades e povoados do sul de Israel, que "mataram dois civis israelenses e feriram outros nos últimos três dias". EFE pa/jp

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