AI acusa Exército e rebeldes de violar direitos humanos nas Filipinas

Manila, 25 ago (EFE).- A Anistia Internacional (AI) denunciou hoje que as forças de segurança das Filipinas e os grupos rebeldes cometem com assiduidade abusos contra os direitos humanos no sul do país.

EFE |

A organização diz que o conflito armado que há várias décadas é travado na ilha de Mindanao "deixou mais de 750 mil deslocados internos durante os últimos 17 meses".

No relatório, a AI culpa, ao falar de "numerosas violações dos direitos humanos", os soldados e as outras forças de segurança do Estado, assim como os rebeldes da Frente Moura de Libertação Islâmica (FMLI).

Por causa da piora da situação, segundo a AI, dezenas de milhares de pessoas correm o risco de serem vítimas de execuções extrajudiciais, desaparições, tortura, detenções arbitrárias e da destruição de seus lares.

A denúncia da AI se soma às já realizadas com insistência por grupos locais comprometidos com a defesa dos direitos humanos.

O Governo filipino, que deve retomar no final de agosto negociações informais de paz com a guerrilha comunista e em outubro com os insurgentes do FMLI, rejeitou de forma reiterada as acusações feitas anteriormente por grupos de defesa dos direitos humanos. EFE mfr/rr

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