Bangcoc, 13 jan (EFE).- A Anistia Internacional (AI) denunciou hoje que o Exército da Tailândia tortura suspeitos na região muçulmana do sul do país, onde morreram 3.

500 pessoas desde que o movimento separatista retomou a luta armada, há cinco anos.

"As forças de segurança tailandesas utilizam sistematicamente a tortura e outros métodos cruéis de castigo para obter informação, extrair confissões e intimidar detidos e comunidades para que não apóiem os rebeldes", diz o relatório da organização, elaborado por Benjamin Zawaki.

A organização, comprometida com a defesa dos direitos humanos, descreve os casos de 13 pessoas que o Exército teria, por exemplo, tentado afogar, sodomizar, enterrar no chão até o pescoço, práticas que causaram a morte de pelo menos a quatro detidos.

Segundo o relatório da AI, a tortura não faz parte da política do Exército, embora aponte que os comandantes militares poderiam estar "olhando para outro lado".

A maioria das mortes no conflito do sul são resultado de ataques da guerrilha muçulmana, mas também o Exército é criticado por sua excessiva violência.

De acordo com o relatório, existem indícios sobre mais de uma centena de casos de tortura. EFE grc/rr

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