AI acusa China de omitir violações aos direitos humanos em relatório à ONU

Genebra, 5 fev (EFE).- O relatório do Governo chinês para o Exame Periódico Universal da ONU omite graves violações aos direitos humanos cometidas em todo o país, segundo assegurou hoje a Anistia Internacional (AI).

EFE |

Em comunicado, a ONG denuncia que "o relatório do Governo Chinês para o EPU não faz alusão à atual crise do Tibete, à grave repressão dos uigures na região autônoma de Xinjiang na China ocidental e à perseguição dos praticantes de diferentes religiões, incluindo os membros de Falun Gong".

No dia 9, a China será submetida a este exame sobre o respeito aos direitos humanos que todos os Estados devem passar no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Embora a AI tenha reconhecido os progressos de Pequim em certas áreas dos direitos humanos, a organização lamentou que o relatório não tenha feito referência ao sistema de detenções chinês, pelo que centenas de milhares de pessoas foram presas sem provas ou sem advogado.

O diretor da AI na Ásia e no Pacífico, Roseann Rife, disse que "ignorar as graves violações dos direitos humanos ocorridas no país afeta os objetivos e o espírito do EPU".

"Seis meses depois do encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim, o EPU representa uma oportunidade única para que a comunidade internacional comprometa a China com tudo o que estiver relacionado com os direitos humanos", assegurou.

Rife acrescentou que, "agora, a dúvida está em como afetará este compromisso aos cidadãos da China e, em particular, a aqueles que sofrem perseguição por exercer pacificamente seus direitos". EFE mrm/db

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