Ahmed Khalfan Ghailani, um líder da Al-Qaeda julgado nos EUA

Primeiro prisioneiro de Guantánamo transferido, nesta terça-feira, aos Estados Unidos, o tanzaniano Ahmed Khalfan Ghailani é apresentado por Washington como um membro importante da Al-Qaeda, suspeito de ter participado dos atentados de 1998 na África que deixaram 224 mortos e mais de 5.000 feridos.

AFP |

Nascido em 1974 em Zanzibar, na Tanzânia, Ghailani pode ser condenado à pena de morte se for considerado culpado das 286 acusações que pesam sobre ele em um tribunal federal de Nova York.

De acordo com o ministério da Justiça americano, ele estaria envolvido nos atentados perpetrados contra as embaixadas americanas de Nairóbi e Dar es-Salaam. Teria ajudado a comprar o caminhão e os reservatórios de oxigênio e acetileno utilizados no ataque à embaixada dos Estados Unidos em Dar es-Salaam, na Tanzânia, no dia 7 de agosto de 1998.

Ghailani deixou a África em direção ao Afeganistão na véspera dos atentados, anunciou o Pentágono na biografia divulgada à imprensa.

Ele teria então seguido um "treinamento" em campos terroristas da Al-Qaeda, antes de se tornar guarda-costas e cozinheiro de Osama bin Laden e de se juntar, em 2001, a um grupo de africanos encarregados de fabricar documentos falsificados para a rede terrorista.

Depois da queda dos talibãs, no último trimestre de 2001, ele fugiu para o Paquistão, primeiro para Karachi e, depois, para o Waziristão-Sul.

Considerado um membro importante da Al-Qaeda, estava na lista das pessoas mais procuradas pelo FBI, que oferecia cinco milhões de dólares por sua captura.

Foi detido em julho de 2004 no Paquistão, durante uma operação na cidade de Gujrat, 160 km a leste de Islamabad, e entregue às autoridades americanas em dezembro daquele ano.

Treze pessoas, entre elas sua mulher uzbeque, dois sul-africanos e várias crianças, foram detidas junto com Ghailani, depois de uma troca de tiros de quase oito horas.

Ghailani chegou a Guantánamo em 2006 depois de passar, junto com outros 13 detentos considerados de "alto interesse" pelos Estados Unidos, pelas prisões secretas da CIA, onde alguns foram torturados.

Em 31 de março de 2008, Washington anunciou o indiciamento de Ghailani por crimes de guerra pelos atentados no Quênia e na Tanzânia.

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