Ahmadinejad volta a polemizar: nenhuma potência ousará atacar o Irã

O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, fez novamente uma advertência contra qualquer possibilidade de ataque militar contra o Irã, pedindo às potências estrangeiras que retirem suas tropas da região.

AFP |

"Nenhuma potência ousará desenvolver a ideia de agredir o Irã", declarou Ahmadinejad no discurso de abertura de um desfile militar anual.

"Nossas Forças Armadas cortarão, em qualquer lugar do mundo, a mão de quem tentar lançar um tiro na direção do Irã, antes mesmo de a pessoa puxar o gatilho", afirmou, acrescentando que a capacidade militar do Irã era apenas "defensiva". Os veículos militares carregaram bandeirinhas com as tradicionais frases "Morte a Israel" e "Morte à América".

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não descartou a ideia de um ataque militar contra o Irã, insistindo no fato de que Israel não permitiria que o regime de Teerã, que afirma querer apagar o Estado hebreu do mapa, tenha armamento atômico.

Este ano, o Exército iraniano desfilou sistema antimísseis e mísseis Shahab-3 e Sejil, por quase 2.000 km. Esta foi a primeira vez que um míssil Sejil foi exibido ao público, enquanto uma esquadrilha de aviões de combate Saegheh, de fabricação local, voava acima do percurso.

Em referência ao controverso programa nuclear iraniano, Ahmadinejad afirmou que o mundo deve saber que o Irã defendia com força seus direitos e seu território.

O reforço das capacidades militares do Irã, em particular o desenvolvimento do programa balístico do Irã, preocupa as grandes potências.

Ahmadinejad deixou em seguida Teerã com destino a Nova York, para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde ele pronunciará quarta-feira um discurso.

O Irã e o grupo 5+1 (EUA, Rússia, China, França Reino Unido, Alemanha) devem se encontrar dia 1º de outubro para debater as propostas iranianas sobre o caso nuclear.

Teerã é suspeito pelas potências ocidentais de querer adquirir a bomba atômica sob o disfarce de um programa nuclear civil, o que o governo iraniano nega.

Sobre as negociações com as potências do grupo 5+1, o ministro iraniano dos Assuntos Estrangeiros, Manouchehr Mottaki, declarou que o Irã esperava consolidar uma "confiança ampliada" com as potências nas negociações de 1º de outubro, segundo a agência Irna.

Por sua vez, o principal negociador do nuclear iraniano, Saïd Khalili, declarou que o Irã estava entrando nas negociações com força, lógica e iniciativa.

sgh/lm/fp

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