Ahmadinejad volta a culpar estrangeiros por protestos pós-eleitorais

Teerã, 28 ago (EFE).- O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou hoje a existência de um complô estrangeiro nos distúrbios ocorridos após as eleições presidenciais de junho e pediu que todos os responsáveis por este plano sejam levados à Justiça.

EFE |

Segundo a agência de notícias "Ilna", Ahmadinejad fez estas declarações durante um discurso antes do sermão desta sexta-feira em Teerã.

"Os principais culpados não terão imunidade para que sejam punidos os responsáveis de segundo ou terceiro grau, que foram enganados", disse Ahmadinejad.

O chefe de Estado voltou a acusar os países estrangeiros de ingerência nas eleições do Irã e de tentar derrubar a República Islâmica.

No entanto, na quarta-feira, o líder supremo da Revolução iraniana, o aiatolá Ali Khamenei, reiterou que a revolta foi uma ação planejada. Mas, segundo ele, não ficou provado que os distúrbios foram organizados fora do país.

Ahmadinejad acusou abertamente o Reino Unido de ter tentado conspirar nas eleições presidenciais do Irã. De acordo com o presidente iraniano, o chefe da diplomacia britânica comentou isso com um colega de "um país amigo" do Irã.

"'Desta vez, atuamos com um plano bem organizado para acabar com a República Islâmica'", disse Ahmadinejad ao citar a suposta frase do chefe da diplomacia britânica ao ministro de Assuntos Exteriores do "país amigo".

"Peço às autoridades judiciais que atuem contundentemente contra aqueles que, sob o disfarce da amizade, além de provocarem atos de barbárie, prejudicaram e deterioraram a imagem da República Islâmica", declarou Ahmadinejad, em aparente alusão a opositores como Mir Hossein Moussavi, Mahdi Karrubi e Mohamad Khatami.

O presidente iraniano afirmou ainda que os ataques aos estudantes no campus de Teerã e as torturas nas prisões foram obra de "indivíduos implicados no plano para derrubar a República Islâmica".

"Temos provas para demonstrar que estes atos cometidos nas prisões e no campus de Teerã eram parte do roteiro do inimigo", declarou Ahmadinejad.

"Espero que eles (os líderes dos países ocidentais) revisem suas posturas a respeito do Irã", destacou o presidente ao advertir que o país, apesar de ser a favor partidário do diálogo é capaz de oprimir aos "arrogantes".

Ahmadinejad também pediu aos deputados do Parlamento que deem um voto de confiança aos membros de seu novo gabinete. EFE msh/sc

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