Ahmadinejad se diz disposto a participar de debate televisionado com Obama

Teerã, 7 set (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, se mostrou hoje disposto a realizar um debate televisionado com o líder americano, Barack Obama, sobre os males que afligem o mundo.

EFE |

Em entrevista coletiva concedida hoje na sede do palácio da Presidência, o líder ultraconservador anunciou que seu Governo está disposto a lançar uma campanha diplomática internacional para combater os sistemas unilaterais e monopolistas e propiciar reformas nas Nações Unidas.

"Já disse isso nos tempos do presidente George W. Bush e volto a repetir hoje. Estamos dispostos a falar sobre as questões internacionais diante da imprensa. Há melhor maneira para solucionar os problemas?", se perguntou Ahmadinejad.

O presidente iraniano confirmou, além disso, que viajará no final de mês a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU.

Durante a reunião, fará um discurso, concederá várias coletivas de imprensa e participará de "conferências internacionais".

Hoje, Ahmadinejad deu a entender que o Irã não mudará sua postura sobre os Estados Unidos e, que, inclusive empreenderá uma ação contra as políticas do país.

O líder ultraconservador iraniano assinalou que seu novo Governo atuará agora com maior presença no cenário internacional, para demonstrar seu desacordo com os sistemas unilaterais e monopolistas.

Neste sentido, Ahmadinejad criticou hoje a política militar de Washington no mundo, em particular na América Latina e na Ásia Central.

Recriminou o investimento de US$ 250 bilhões em projetos militares no Afeganistão e a autorização dada pela Colômbia para operações de tropas americanas com a utilização de tropas militares em seu território.

Ahmadinejad assegurou que a despesa "não melhorou em nada a situação no Afeganistão" e que quem quiser impor uma política bélica na América Latina está condenado ao "fracasso".

Sobre a situação regional, o presidente iraniano disse que seu país tem boas relações com os países árabes vizinhos, que, em sua opinião, não estão preocupados com o programa nuclear iraniano.

"Há somente alguns países árabes cuja imprensa tenta fazer parecer que há inimizade com o Irã", afirmou. EFE jm-msh/pd

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