Ahmadinejad se diz aberto ao diálogo mas resiste a pressões em caso nuclear

Teerã, 23 abr (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou hoje que seu país está disposto ao diálogo, mas resistirá às pressões internacionais para que Teerã suspenda suas atividades atômicas.

EFE |

"Os iranianos são os homens do diálogo e da lógica (...) mas este diálogo deve se basear no respeito mútuo e no reconhecimento dos direitos de todas as nações", disse Ahmadinejad em discurso na cidade de Hamedan, no oeste do Irã.

Sua declaração acontece horas depois de o número dois da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Olli Heinonen, concluir difíceis negociações em Teerã sobre supostos estudos nucleares secretos realizados pelo Irã.

Heinonen tentou entre a segunda e a terça-feira obter respostas dos iranianos sobre as alegações dos EUA e de outros países ocidentais sobre a elaboração pela República Islâmica de estudos nucleares para fins militares.

O Irã, que assegurou não possuir qualquer programa secreto, insiste em que suas atividades têm como principal objetivo gerar eletricidade, e rejeita suspender o enriquecimento de urânio, como é exigido pelo Conselho de Segurança da ONU.

Além disso, os iranianos rejeitam os incentivos econômicos oferecidos pelo Ocidente para que suspenda o enriquecimento de urânio, uma matéria que pode ser utilizada tanto para gerar eletricidade em uma usina nuclear como para alimentar uma bomba atômica.

"Os EUA e outras potências conspiraram para privar o Irã de seu direito a ter acesso à tecnologia nuclear, mas o povo iraniano fez esse complô fracassar, e seguirá resistindo", disse Ahmadinejad, segundo a emissora de TV "Alalam". EFE fa/mh

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