Ahmadinejad rejeita acusação de ingerência no Líbano

Teerã, 13 mai (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, negou rejeitou as acusações dos Estados Unidos e de alguns países árabes de ingerência no Líbano, e criticou o ministro de Exteriores saudita, príncipe Saud al-Faiçal, por não cooperar com Teerã para resolver a crise libanesa.

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"O Irã é o único país que não intervém no Líbano (...). O Irã aconselha, mas não intervém (...). A América (EUA) é que interfere nos assuntos internos libaneses através de seu embaixador e por armar alguns grupos", disse Ahmadinejad, em entrevista coletiva em Teerã.

Além disso, rejeitou as declarações de ontem e hoje do titular de Exteriores saudita, nas quais apoiou o "Governo de legalidade" do primeiro-ministro libanês, o sunita Fouad Siniora, e criticou "o golpe de Estado" da milícia xiita pró-iraniana Hisbolá, criada e financiada pelo regime de Teerã.

Faiçal também pediu que o Irã pressione seus aliados na oposição libanesa, liderada pelo Hisbolá, para acalmar a situação nesse país, e advertiu que as relações de Teerã com os países árabes serão afetadas, "caso se comprove que (os iranianos) apoiaram o golpe de Estado" no Líbano.

"Espero que essas declarações (do ministro saudita) não sejam essas, ou que as dissesse, porque estava nervoso", disse Ahmadinejad.

O líder iraniano comentava uma pergunta sobre uma suposta declaração de Faiçal, na qual este comparou o líder do Hisbolá, Hassan Nasrallah, com o ex-primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, segundo a televisão "Alalam", porta-voz do grupo xiita. EFE msh/an

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