Ahmadinejad questiona os atentados do 11/9

O presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, acusou nesta terça-feira os Estados Unidos de usar os atentados de 11 de setembro de 2001 como pretexto para atacar o Afeganistão e o Iraque.

AFP |

"Com o pretexto deste incidente, foi lançada uma grande operação militar e o oprimido Afeganistão foi atacado. Milhares e milhares de pessoas morreram até agora. O pobre Iraque foi atacado. Segundo cifras oficiais, um milhão de pessoas morreram", afirmou.

Ahmadinejad colocou em dúvida a versão oficial dos ataques nos Estados Unidos ao afirmar que os nomes das vítimas jamais foram publicados.

O presidente ainda questionou como é possível que os avançados sistemas de radares e inteligência não detectaram aviões que conduziam os suicidas antes que se chocassem contra as Torres Gêmeas de Nova York.

No dia 11 de setembro de 2001, quatro aviões desviados por membros da rede Al-Qaeda fizeram 2.979 mortos no total. Dois aparelhos foram lançados contra o World Trade Center em Nova York, um terceiro caiu na Pensilvânia após uma luta entre os passageiros e os seqüestradores; o quarto foi projetado contra o Pentágono em Washington.

Também pôs em dúvida o número de vítimas: "dizem que 3.000 pessoas foram mortas. Todos ficaram tristes, mesmo se os nomes das 3.000 pessoas nunca tenham sido jamais publicados".

Na realidade, os nomes das 2.750 vítimas dos atentados contra as torres gêmeas foram lidos durante uma cerimônia para marcar o 11 de setembro do ano passado em Nova York.

O presidente iranino, eleito em junho de 2005, é useiro e viseiro de declarações provocantes, o mais das vezes dirigida contra Israel, inimigo jurado do Irã. Ele já questionou o holocausto e pediu para "varrer Israel do mapa", provocando uma onda de indignação em vários países.

Ahmadinejad falou sobre o assunto para uma platéia de dirigentes iranianos e embaixadores estrangeiros convidados a Teerã para a celebração do "Dia nacional da tecnologia nuclear", num momento em que as grandes potências exigem do Irã uma suspensão de seu polêmico programa nuclear.

aet-/cn/sd

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG