Ahmadinejad quer mulheres como ministras na República Islâmica

O presidente do Irã, o ultraconservador Mahmud Ahmadinejad, anunciou neste domingo na televisão que pretende propor os nomes de pelo menos três mulheres para ocupar cargos de ministras ao apresentar o novo gabinete ao Parlamento na quarta-feira.

AFP |

O presidente declarou que apresentará "a senhora (Fatemeh) Ayorlu para o ministério de Produção e Assuntos Sociais e a senhora (Marzieh Vahid) Dastjerdi para o ministério da Saúde".

"Pelo menos uma mulher a mais será apresentada", completou Ahmadinejad.

Se alguma das candidaturas for aprovada pelo Parlamento, será a primeira vez que uma mulher ocupará uma pasta ministerial desde a proclamação da República Islâmica em 1979.

Grande parte do campo conservador exigia que o presidente consultasse o Parlamento antes de apresentar o gabinete ao governo, depois da polêmica reeleição de 12 de junho, denunciada como fraudulenta em protestos convocados pela oposição reformista e moderada.

Mas Ahmadinejad se recusou a ceder à pressão e anunciou neste domingo seus candidatos para vários ministerios importantes, como Heydar Moslehi, representante do guia supremo Ali Khamenei na milícia islâmica basij, para o ministério das Informações.

Ayorlu é deputada e teve envolvimento em um caso em 2008 no qual um aliado do presidente fez revelações sobre possíveis delitos de personalidades conservadoras contrárias a Ahmadinejad.

Dastjerdi é médica e professora universitária.

Para assumir o cargo, cada ministro deve receber um voto de confiança de maioria simples do Parlamento.

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