Ahmadinejad nega aumento de violações aos direitos humanos no Irã

Nações Unidas, 23 set (EFE).- O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, negou hoje as acusações de organizações internacionais de que, em seu país, o respeito aos direitos humanos diminuiu desde assumiu o cargo, há três anos.

EFE |

O chefe de Estado iraniano questionou a credibilidade da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW), que em 18 de setembro publicou um relatório no qual afirma que as violações aos direitos humanos no Irã aumentaram desde 2005.

"O que dizem não tem nenhuma base legal", disse Ahmadinejad na entrevista coletiva que concedeu após discursar na 63ª Assembléia Geral da ONU.

O presidente afirmou ainda que em seu país "as pessoas podem dizer o que querem", porque a liberdade é respeitada e é a população que tem o poder.

"Nunca me disseram que alguém foi preso por criticar o presidente", declarou.

O relatório apresentado pela HRW e a Campanha Internacional pelos Direitos Humanos no Irã destaca que esse país é líder nas execuções de supostos delinqüentes juvenis e que estas, de modo geral, quadruplicaram desde 2005.

Na entrevista coletiva, Ahmadinejad também criticou duramente os Estados Unidos e Israel, e minimizou a possibilidade de Israel atacar as instalações nucleares iranianas.

"Os sionistas e seus partidários se deram conta de que são muito inferiores e muito fracos para atacar o Irã", acrescentou.

O presidente iraniano também acusou os EUA de terem pressionado a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para que mantenha aberta a investigação sobre o programa nuclear do país.

"Disseram-nos que não poderemos gozar de nosso direito à energia nuclear até que os EUA fiquem satisfeito", afirmou.

Segundo Ahmadinejad, "o tempo das armas nucleares acabou, porque, se elas fossem efetivas, os sionistas já as teriam utilizado".

Por sua vez, o presidente de Israel, Shimon Peres, lamentou o fato de a imprensa acompanhar com atenção "as declarações sensacionalistas e vazias" do seu colega iraniano.

"Em um mundo em que a vida humana é respeitada, este homem deveria ser isolado", disse Peres em um encontro com a imprensa. EFE jju/sc

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