Ahmadinejad levanta teorias da conspiração sobre o 11/9 na ONU

Iraniano disse que "maioria da população" acredita que ataque foi orquestrado pelo governo dos EUA

iG São Paulo |

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse na Organização das Nações Unidas (ONU) na quinta-feira que a maioria das pessoas acredita que o governo norte-americano foi responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001. A declaração provocou a saída imediata da sala das delegações americana, britânica e da União Europeia.

Ao mencionar uma das "teorias" sobre os atentados do 11 de Setembro, em seu discurso na 65ª Assembleia Geral da ONU, Ahmadinejad disse: "certos setores no governo americano orquestraram o atentado para reverter a queda na economia americana e no seu controle sobre o Oriente Médio, e para salvar o regime sionista".

“A maior parte do povo americano e outros países e políticos concordam com este ponto de vista". Citando uma segunda teoria, o presidente iraniano acrescentou: o atentado "foi realizado por um grupo terrorista, mas com o apoio do governo americano, que tirou vantagem da situação".


"Alguns segmentos dentro do governo dos EUA orquestraram o ataque para reverter a queda da economia norte-americana, e o seu domínio no Oriente Médio, para salvar o regime sionista", declarou.

Outra teoria proferida pelo iraniano é que "um grupo terrorista muito poderoso e complexo, capaz de enganar todas as camadas dos sistemas de inteligência e de segurança" dos Estados Unidos, realizou o atentado.

“Detestável e delirante”

Os Estados Unidos qualificaram as palavras de Ahmadinejad de "detestáveis e delirantes". "Antes de representar as aspirações e a boa vontade do povo iraniano, Ahmadinejad decidiu, novamente, tagarelar sobre teorias de complô vis e usar palavras antissemitas que são detestáveis e delirantes", destacou Mark Kornblau, porta-voz da delegação americana na ONU. Um diplomata europeu explicou que as delegações europeias abandonaram a sala em solidariedade aos Estados Unidos.

Enquanto o presidente do Irã pronunciava seu discurso na Assembleia, vários grupos de ativistas de organizações defensoras dos direitos humanos se manifestavam em frente ao edifício da ONU para protestar pelas supostas violações dos direitos humanos no país islâmico.

Mais cedo nesta quinta-feira, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, afirmou que o mundo não pode correr o risco de um guerra no Irã como a iniciada pelos Estados Unidos no Iraque, e pediu que prevaleça a lógica do diálogo.

"O mundo não pode correr o risco de um novo conflito como o do Iraque", disse o chanceler brasileiro ao abrir o debate anual da assembleia. "Apesar das sanções, esperamos que a lógica do diálogo e da compreensão prevaleçam", completou.

O Brasil obteve este ano com a Turquia uma solução negociada para a polêmica nuclear entre o Irã e as potências ocidentais. No entanto, a mediação não impediu a adoção de novas sanções internacionais contra o governo iraniano.

* Com Reuters, AFP e EFE

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