Ahmadinejad: Irã está pronto para dialogar com EUA com igualdade e respeito

O presidente Mahmud Ahmadinejad declarou nesta terça-feira que o Irã está pronto a dialogar com os Estados Unidos numa condição de igualdade e respeito mútuo, durante um discurso pelo 30º aniversário da Revolução Islâmica.

AFP |

"O novo governo americano declarou que deseja a mudança e iniciar a abertura ao diálogo, mas a mudança deve ser fundamental e não táquica. O povo iraniano está disposto ao diálogo, mas dentro de um clima de igualdade e de respeito mútuo", afirmou Ahmadinejad diante de milhares de pessoas reunidas no centro de Teerã.

O presidente iraniano, no entanto, lançou uma advertência aos Estados Unidos.

"O mundo não deseja a repetição do período negro do (ex-presidente George W.) Bush (...) Se procurarem repetir os mesmos métodos de novo, devem saber que seu destino será o que teve Bush", afirmou.

Na véspera, em sua primeira entrevita coletiva como presidente dos Estados Unidos, Barack Obama declarou esperar por "aberturas" para o diálogo entre Washington e Teerã já nos próximos meses, "quando poderemos começar a sentar em uma mesa e conversar cara a cara".

"Acho que há uma chance, pelo menos, de um relacionamento de respeito mútuo e progresso", afirmou Obama. "Está na hora do Irã enviar alguns sinais de que quer agir de maneira diferente".

Na noite de domingo, o presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, disse que está disposto a negociar "sem condições prévias" sobre política nuclear com os Estados Unidos, desde que Washington apresente uma "oferta concreta", de acordo com uma entrevista ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung.

"É importante que, mesmo que nos relacionemos através desta diplomacia direta, sejamos muito claros a respeito de profundas preocupações que temos enquanto país, que o Irã compreenda que nós achamos inaceitável o financiamento de organizações terroristas, e que sejamos claros quanto ao fato de que um Irã nuclear pode dar início a uma corrida armamentista na região que seria extremamente desestabilizante", destacou Obama.

ok/ap/cn

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