O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, voltou a dizer nesta quarta-feira que não pretende interromper o polêmico programa nuclear de seu país, mesmo sob o risco de ser submetido a novas sanções internacionais.

As potências ocidentais "disseram que se (o programa) não for freado, adotarão resoluções" no Conselho de Segurança da ONU. "Eles acreditam que isso fará com que recuaremos, mas isso não i acontecer", afirmou Ahmadinejad, discursando na cidade de Semnan, no norte do Irã.

"Eu disse a eles que podem adotar cem sanções, mas nada vai mudar", acrescentou.

No início de 2006, a República Islâmica retomou suas atividades de enriquecimento de urânio, e desde então se nega a suspendê-las, apesar de cinco resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, três delas incluindo sanções.

Recentemente, o Grupo dos Seis, que reúne os cinco membros permanentes do CS (China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia) e a Alemanha, ofereceu ao Irã uma janela para renegociar estas resoluções em troca de cooperação.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou na segunda-feira ter estabelecido um prazo até o fim do ano para avaliar a postura de Teerã no sentido de retomar negociações sérias sobre o tema.

Obama não descartou que, caso as discussões permaneçam travadas, os Estados Unidos adotem novas medidas coercitivas e "sanções internacionais muito mais enérgicas".

jds-sgh-pcl/ap

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.