WASHINGTON (Reuters) - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta quarta-feira que seu país vai "levar adiante, definitivamente" seu programa nuclear, apesar das ameaças de ação militar por parte de Israel.

Autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente Shimon Peres, sugeriram que o Estado judaico pode recorrer à força militar para impedir Teerã de desenvolver armas nucleares, como o Ocidente suspeita que o Irã esteja fazendo.

WASHINGTON (Reuters) - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta quarta-feira que seu país vai "levar adiante, definitivamente" seu programa nuclear, apesar das ameaças de ação militar por parte de Israel.

Autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente Shimon Peres, sugeriram que o Estado judaico pode recorrer à força militar para impedir Teerã de desenvolver armas nucleares, como o Ocidente suspeita que o Irã esteja fazendo.

"O Irã vai continuar em seu caminho, definitivamente. Vocês não devem duvidar de que vamos continuar em nosso caminho. Vamos definitivamente continuar no caminho em que estamos", disse Ahmadinejad em entrevista ao programa "Good Morning America", da rede norte-americana ABC.

Indagado se isso significa que o Irã está brincando com fogo, em vista da ameaça feita por Israel de um possível ataque militar, Ahmadinejad disse que não.

"São os que estocaram bombas, que impõem sua vontade a outros e agem de modo ilegítimo, que estão brincando com fogo", disse ele.

"Eles não são um fator levado em conta em nossa doutrina de defesa. Nós nem os levamos em conta."

Ahmadinejad fez as declarações no momento em que seguem as negociações em torno de uma quarta rodada de sanções das Nações Unidas contra o Irã, que insiste que seu programa nuclear visa apenas gerar eletricidade.

Diplomatas da Rússia, Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha e China vêm se reunindo quase diariamente há semanas para redigir um texto provisório de uma resolução sobre sanções, para ser submetido ao voto do Conselho de Segurança inteiro.

Diplomatas ocidentais dizem que Rússia e China vêm pressionando as quatro potências ocidentais para diluírem algumas das medidas que constam da proposta de sanções redigida pelos EUA. Moscou e Pequim têm fortes laços comerciais com o Irã.

A Rússia acha que o objetivo de uma quarta rodada de sanções da ONU não deve ser castigar o Irã, mas "fortalecer o regime de não proliferação". Diplomatas dizem que isso significa que a Rússia quer que quaisquer novas medidas da ONU foquem exclusivamente os setores nuclear e de mísseis do Irã.

Diplomatas disseram à Reuters que o texto provisório redigido pelos EUA propõe sanções contra as atividades dos bancos iranianos, um embargo total de armas, medidas mais duras contra os transportes marítimos iranianos, medidas contra membros da Guarda Revolucionária Iraniana e as empresas que eles controlam, e a proibição de novos investimentos no setor energético iraniano.

Ahmadinejad disse que as sanções não o preocupam.

"Não vamos aceitar algo que nos for imposto," disse ele na entrevista. Ele acrescentou que qualquer medida tomada "será confrontada proporcionalmente por uma posição que o Irã assumirá."

(Reportagem de Deborah Charles)

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