Ahmadinejad faz mudanças em seu gabinete em final de mandato

Teerã, 26 jul (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, demitiu os ministros de Inteligência e da Cultura, entre outros, a apenas oito dias do final de seu mandato, informaram hoje veículos imprensa locais.

EFE |

Segundo a agência iraniana "Mehr", Ahmadinejad demitiu hoje o ministro de Inteligência, o clérigo Gholam Hossein Ejeie, após uma "disputa verbal" entre ambos durante o conselho de ministros realizado quarta-feira por causa da polêmica nomeação de Esfandiar Rahim Mashai - que deixou o cargo ontem - como primeiro vice-presidente.

A notícia foi divulgada poucos minutos depois de a agência semioficial iraniana "Fars" informar sobre a saída do ministro da Cultura, Mohamad Hossein Safar Harandi.

A agência "Mehr" também mencionou informações não confirmadas que apontam para a saída dos ministros da Saúde, Mohamad Bagher Lankarani, e de Trabalho e Assuntos Sociais, Mohamad Jahromi, por ordem de Ahmadinejad.

O presidente iraniano tinha informado em meados deste mês sobre a mudança de metade de seu gabinete em seu novo mandato, obtido nas polêmicas eleições realizadas em 12 de junho.

A agência "Fars" informou que Ahmadinejad nomeou Mohamad-Ali Khajepiri como novo ministro da Cultura.

O recentemente nomeado primeiro vice-presidente do Irã, Esfandiar Rahim Mashai, renunciou ontem depois que o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, pedisse sua demissão em carta ao presidente do país.

No meio deste mês, Ahmadinejad - que ainda não tomou posse de seu novo mandato - anunciou as primeiras mudanças em seu gabinete, num gesto considerado "apressado" por seus próprios aliados.

Durante uma visita a Mashhad, no nordeste do Irã, Ahmadinejad nomeou Mashai, um velho amigo de colégio, como o primeiro vice-presidente, o que provocou críticas entre os próprios aliados do chefe de Estado.

Ahmadinejad também nomeou Ali Akbar Salehi, ex-representante do Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), como diretor do Organismo de Energia Atômica do Irã no lugar de Gholam Reza Aghazadeh, que foi substituído por razões desconhecidas após 12 anos no cargo. EFE msh/bba

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