Ahmadinejad diz que 11 de setembro favoreceu EUA

Presidente iraniano voltou a dizer que atentados representam conspiração em favor dos americanos

iG São Paulo |

AFP
Presidente iraniano participou de conferência em Teerã neste sábado
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou neste sábado sua teoria de que os atentados terroristas ocorridos em 11 de setembro de 2011 nos Estados Unidos foram parte de uma conspiração para proteger os interesses dos Estados Unidos e Israel. Desta vez, Ahmadinejad aproveitou abertura da 2ª Conferência Internacional de Luta contra o Terrorismo, em Teerã, para reforçar o discurso.

Ahmadinejad voltou a dizer que a verdade viria à luz se fosse aberta uma investigação séria e independente. "Alguns acreditam que o motivo após os ataques de 11 de setembro foi garantir a segurança de Israel, fomentar a insegurança no Oriente Médio, desviar a atenção da opinião pública dos EUA pela caótica situação econômica e encher os bolsos dos beligerantes e incivilizados capitalistas", expressou o líder iraniano.

"Dois anos depois do ataque que serviu de desculpa para invadir dois países, matar, ferir e deslocar milhões de pessoas, o governo americano, pressionado pela opinião pública, ordenou que um grupo averiguasse. Mas a verdade foi escondida aos americanos e do resto do mundo", acrescentou.

Ahmadinejad apontou como razões do terrorismo internacional "os desejos desviados de dominação, pobreza, discriminação e humilhação dos seres humanos", e acusou às grandes potências de promovê-lo. O objetivo "é criar divisão, quebrar a unidade entre as nações, impedir seu progresso e dominar tanto seus recursos quanto seus destinos", disse.

Antes de abrir a conferência, que se estenderá por dois dias, Ahmadinejad subscreveu um acordo de cooperação com o Paquistão, Asif Ali Zardari, e Afeganistão, Hamid Karzai, ambos presentes no fórum com outros três chefes de governo. Entre eles, o presidente sudanês, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, ao que se acusa de fomentar o terrorismo, e seus colegas do Iraque, Jalal Talabani e Tadjiquistão, Emomali Rahmon.

* Com informações da EFE

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