Ahmadinejad deve apresentar novo gabinete nas próximas horas

TEERÃ - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, deve apresentar nas próximas horas ao Parlamento do país seu novo gabinete de governo, no qual mulheres terão espaço pela primeira vez na história da República Islâmica.

EFE |

O anúncio da composição do novo Executivo era esperado para esta quarta-feira, mas, após a meia-noite do horário local, nenhum meio oficial tinha confirmado se o presidente já o tinha feito.

Durante todo o dia, a imprensa estatal especulou com diversas listas nas quais aparecia uma terceira mulher, Susan Keshavard, depois de Ahmadinejad antecipar no domingo que contará com duas mulheres para a próxima legislatura.

Segundo a agência local de notícias "Fars" e o canal de televisão estatal "PressTV", Keshavard, doutora em Filosofia, pode ser a opção de Ahmadinejad para o ministério da Educação.

Tanto a "Fars", quanto o jornal conservador "Iran" também sugerem que o chefe de Estado pode surpreender na nomeação para o comando do Ministério do Petróleo e designar Massoud Mirkazemi, que já foi vice-ministro de Comércio, para o cargo.

O Ministério do Petróleo é um dos mais importantes do Irã e, por isso, costuma ser acompanhado de perto.

Além disso, a agência e o jornal conservador apontam que o atual chefe da diplomacia iraniana, Manouchehr Mottaki, deve continuar à frente da pasta de Assuntos Exteriores.

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Ahmadinejad, que jurou seu cargo no último dia 5, anunciou no domingo os seis primeiros nomes de um gabinete de 21 ministros.

O presidente iraniano revelou que a parlamentar Fatemeh Ajorlu, de 43 anos, é sua opção para dirigir o Ministério de Bem-estar Social, enquanto a ex-deputada Marzieh Vahid Dastjerdi, ginecologista de 50 anos, é sua aposta para o Ministério da Saúde.

Obstáculo

Caso haja o exigido voto de confiança do parlamento, elas seriam as primeiras mulheres a comandarem um Ministério desde 1979, quando triunfou a Revolução Islâmica que acabou com a monarquia pró-ocidental do último xá de Pérsia, Mohamad Reza Pahlevi.

De acordo com a Constituição iraniana, o parlamento deve examinar quem são os candidatos um a um antes de aprovar as nomeações.

Esse procedimento já deu dores de cabeça a Ahmadinejad em seu primeiro mandato e, agora, volta a ser complicado, já que sua proposta de gabinete é aguardada com atenção inclusive pelos membros da bancada conservadora.


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