Ahmadinejad denuncia campanha da imprensa para prejudicar imagem do Irã

Teerã, 27 set (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, denunciou uma campanha da imprensa americana durante sua viagem a Nova York destinada a prejudicar a imagem do Irã.

EFE |

"Durante minhas reuniões nos Estados Unidos, a imprensa tendeu a perguntar de forma reiterativa por clichês. Está claro que todos seguiam certa linha", disse o líder à imprensa local, ao voltar a Teerã.

No sábado, um deputado e um ex-candidato presidencial conservador iranianos criticaram algumas das declarações de Ahmadinejad em Nova York, especialmente uma entrevista à agência americana "AP", na qual falou de uma possível amizade com os EUA.

Os dois coincidiram em indicar que esse comentário era contrário aos interesses do país.

Neste sentido, o líder disse, ao chegar ao aeroporto de Teerã, que, "com a mudança de retórica, (o presidente americano, Barack) Obama marcou um forte compromisso frente à ONU".

"Se a Administração americana for séria no caminho da mudança, o discurso de Obama pode ser considerado um início", acrescentou Ahmadinejad, citado hoje pela televisão estatal.

O presidente iraniano também aproveitou a presença da imprensa local no aeroporto para voltar a mostrar sua face mais desafiante no relativo à nova usina nuclear, que os Estados Unidos denunciam que começou a construir em segredo.

Segundo o líder, a descoberta representou "um golpe para a arrogância do Ocidente".

Além disso, acredita que, no final, os ocidentais se arrependerão de ter falado.

"Podem continuar utilizando este caso através da imprensa, mas representa um golpe para os arrogantes", disse.

Obama, com apoio do chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, e do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, denunciou na sexta-feira o Irã por ocultar a usina e acusou o país de não respeitar a norma.

Teerã, que admitiu a existência da unidade, afirma que não está construindo de forma secreta, e que já tinha informado em 21 de setembro à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), muito antes do que diz que exige o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

Segundo as autoridades iranianas, a usina ainda levará quase um ano e meio para entrar em funcionamento, enquanto o tratado exige que se anuncie a injeção de gás com apenas seis meses de adiantamento. EFE jm/an

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