Ahmadinejad culpa intervenções americanas por crise financeira

Nova York, 23 set (EFE).- O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acredita que a atual crise que afeta os mercados financeiros globais tem parte de suas raízes nas intervenções militares dos Estados Unidos no mundo.

EFE |

Ahmadinejad disse em entrevista publicada hoje pelo jornal "Los Angeles Times" que deseja que o próximo presidente americano abandone "a lógica da força" empregada pelo chefe de Estado dos EUA, George W. Bush.

"O Governo dos EUA cometeu uma série de erros, e o primeiro é impor sobre a economia americana uma extensa intervenção militar no mundo todo, como a guerra no Iraque", disse.

O presidente iraniano advertiu que a economia mundial não pode tolerar mais o "déficit fiscal e pressões financeiras dos mercados dos EUA e do Governo americano".

Ahmadinejad considerou que qualquer novo Governo americano deve "mudar o enfoque político" de seu antecessor e garantiu que está disposto a conversar com quem vencer as eleições de 4 de novembro nos EUA.

"Queremos ter relações amistosas", destacou.

A entrevista ao "Los Angeles Times" aconteceu em um hotel de Nova York, onde Ahmadinejad se encontra desde ontem para participar da 63ª Assembléia Geral da ONU.

Da mesma forma que sua visita anterior há um ano, Ahmadinejad foi recebido por centenas de manifestantes em frente à sede da ONU, que criticaram sua negação do holocausto nazista e seu desejo de "apagar Israel do mapa".

O presidente iraniano ridicularizou os documentos obtidos por agências de inteligência ocidentais e entregues à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre os supostos objetivos militares de seu programa nuclear.

"Todos os documentos são falsificações e, de fato, são tão divertidos e superficiais que um estudante poderia rir deles", afirmou.

Ahmadinejad menosprezou a intenção dos EUA e de seus aliados europeus de irem mais uma vez ao Conselho de Segurança da ONU para impor uma nova rodada de sanções a seu país.

O chamado Grupo dos Seis, formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha, deve se reunir à margem da Assembléia Geral para discutir a situação do programa nuclear iraniano.

No entanto, ao contrário de ocasiões anteriores, Rússia e China afirmaram que se opõem a uma nova resolução que amplie as sanções impostas ao Irã nos últimos anos. EFE jju/wr/rr

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