Ahmadinejad critica rivais por aproximação com Ocidente

Por Zahra Hosseinian TEERÃ (Reuters) - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que disputa a reeleição em junho, acusou na sexta-feira seus rivais moderados de tentarem enfraquecer o regime islâmico ao defenderem uma aproximação com o Ocidente, segundo relato da agência de notícias Fars.

Reuters |

Críticos de Ahmadinejad, que incluem reformistas e até alguns conservadores, dizem que seu discurso antiocidental e suas declarações negando o Holocausto isolaram o Irã, que enfrenta pressões internacionais para abandonar seu programa nuclear.

"O governo anterior (do moderado Mohammad Khatami), que seguiu uma política de aproximação erradicou os objetivos da nação e pretendia aceitar um status que os outros planejavam nos impor", disse Ahmadinejad em seu primeiro discurso oficial de campanha, num ginásio esportivo no centro de Teerã.

Ahmadinejad disputa a eleição de 12 de junho contra dois moderados, o ex-premiê Mirhossein Mousavi e o ex-presidente do Parlamento Mehdi Karoubi, e contra o conservador Mohsen Rezai, ex-comandante da Guarda Revolucionária.

Os candidatos foram aprovados na quarta-feira por um conselho constitucional, depois de serem avaliados quanto à sua obediência ao sistema de governo islâmico e ao líder máximo do país, aiatolá Ali Khamenei.

Khamenei pediu à população que vote em um candidato antiocidental. "(Os reformistas) cooperaram com eles (o Ocidente) no Afeganistão e no Iraque, mas os inimigos disseram que o Irã apoiou o terrorismo e o chamaram de eixo do mal", disse Ahmadinejad a milhares de seguidores que gritavam "morte à América".

"Tudo isso aconteceu quando o Irã estava seguindo uma política de aproximação", disse Ahmadinejad, numa clara referência ao diálogo com o Ocidente estabelecido por Khatami em seu mandato (1997-2005).

Khatami declarou apoio a Moussavi.

De acordo com o relato da Fars, Ahmadinejad disse que não fará "qualquer concessão a respeito dos direitos internacionalmente reconhecidos do Irã a buscar a tecnologia nuclear civil".

O Ocidente acusa a República Islâmica de tentar desenvolver armas nucleares, embora Teerã garanta que seu objetivo é apenas desenvolver energia para fins civis.

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