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Ahmadinejad chama Israel de micróbio destruidor

O presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad lançou, nesta terça-feira, em Damasco uma nova crítica virulenta a Israel, qualificando o país de micróbio destruidor, sinônimo de ocupação e de agressão.

AFP |

"Os ocupantes sionistas são micróbios destruidores, pois o sionismo em si significa a ocupação, a agressão, o assassinato e o aniquilamento", declarou Ahmadinejad durante uma entrevista coletiva junto com seu colega sírio, Bachar al-Assad.

"O sionismo foi criado para ameaçar. Apoiar a resistência palestina é um dever humanitário e popular. A Síria e o Irã estão unidos, e se colocam ao lado da resistência palestina", prosseguiu o dirigente.

"Eles ocupam as Colinas de Golan há décadas. Atacam Gaza, matam as pessoas dentro de seu próprio país, eliminam mulheres e crianças, e ainda acusam o povo palestino de terrorismo", acrescentou.

Esta não é a primeira diatribe do presidente iraniano contra o Estado hebreu. No dia 20 de abril, durante uma conferência sobre o racismo em Genebra, ele acusou os ocidentais de terem "enviado migrantes da Europa, dos Estados Unidos e do mundo do Holocausto para instaurar um governo racista na Palestina ocupada".

Ahmadinejad também já ameaçou "varrer Israel do mapa".

Nesta terça-feira, o presidente do Irã também denunciou os Estados Unidos, que "ocupam os países" da região. "São visitantes indesejados, que têm que sair do Afeganistão e das fronteiras paquistanesas", declarou.

"Não queremos o mel destas abelhas que picam. Esforços devem ser feitos para que a região fique livre da presença dos estrangeiros e para reformar o injusto sistema econômico e político mundial", clamou.

Na opinião de Ahmadinejad, o Irã e a Síria "resistem à intervenção estrangeira e às grandes forças que impõem sua hegemonia à região".

"As circunstâncias estão mudando rapidamente em nosso favor. Estamos no caminho da vitória", afirmou o dirigente, ressaltando que "os Estados Unidos, que exerciam pressões sobre a Síria e o Irã, precisam de nós, e querem agora desenvolver as relações".

O presidente Assad, por sua vez, saudou a "relação estratégica e natural" entre Damasco e Teerã, "edificada em princípios e interesses". "Apoiamos a reconciliação no Iraque, e desejamos a retirada do último soldado estrangeiro" deste país, acrescentou.

Mahmud Ahmadinejad, que chegou a Damasco no início da tarde, deve se reunir com o chefe em exílio do Hamas, Khaled Mechaal, e com outros representantes das facções palestinas, antes de deixar a capital síria.

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