Ahmadinejad avisa ao Ocidente que não aceitará interferências

Teerã, 13 set (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, exigiu hoje que as grandes potências ocidentais revejam sua atitude com relação ao Irã e afirmou que seu país não permitirá interferências em seus assuntos internos.

EFE |

O líder ultraconservador voltou a mostrar sua face mais combativa durante a cerimônia de apresentação do novo embaixador britânico em Teerã, Simon Gass.

"Os Governos ocidentais devem corrigir sua conduta com a grande nação iraniana", afirmou Ahmadinejad, segundo a imprensa oficial.

Inclusive, pediu ao novo representante de Londres que trabalhe para transformar as más lembranças em boas.

"Naturalmente, devemos avistar o futuro pensando no desenvolvimento de relações bilaterais", disse.

Ahmadinejad espera que Londres tenha aprendido a lição, com os erros do passado, e agora adote medidas que permitam caminhar em frente.

Sob o Reino Unido, que durante anos explorou e controlou a indústria petrolífera iraniana, pesa a acusação de ter incentivado o golpe de Estado na década de 50 que acabou com o Governo do então presidente iraniano, o nacionalista Mohammad Mosadegh.

Além disso, Teerã culpa Londres de fomentar a revolta que estourou em junho no Irã, após a polêmica reeleição de Ahmadinejad, que a oposição classifica de fraudulenta.

Nos protestos, reprimidos com violência, morreram 26 pessoas segundo números oficiais e 72 de acordo com as contas dos oposicionistas.

Durante as manifestações, o Irã expulsou dois diplomatas da embaixada britânica na Capital e prendeu nove funcionários locais. O correspondente da "BBC" no Irã, Jon Leyne, também foi expulso do país na mesma época.

O novo embaixador britânico em Teerã afirmou que seu país está disposto a estabelecer uma nova relação com o Irã, fundamentada no respeito mútuo.

"A situação atual criou uma oportunidade apropriada para melhorar nossos laços e estou totalmente de acordo que se deve olhar para o futuro", acrescentou Gass, segundo a agência de notícias iraniana "Fars". EFE jm/dm

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