Teerã, 5 ago (EFE).- O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, jurou hoje cargo para um segundo mandato, enquanto a Polícia impediu protestos de opositores reunidos nas imediações do Parlamento em Teerã, cercado por um forte aparato policial.

"Eu, como presidente da República islâmica do Irã, juro perante o sagrado Corão, a nação iraniana e perante a Deus que serei o guarda da religião oficial, da República islâmica e da Constituição", afirmou Ahmadinejad em um ato comandado pelo presidente do Parlamento, Ali Larijani.

A Polícia montou hoje um dos maiores aparatos policiais dos últimos tempos em volta do Parlamento iraniano para dissuadir a oposição de armar protestos e concentrações durante a posse de Ahmadinejad.

Praças e ruas adjacentes ao Parlamento amanheceram cercadas por um forte dispositivo policial perante a convocação de protestos dos opositores, que continuam denunciando fraude na apuração das eleições de 12 de junho.

Segundo pôde comprovar a Agência Efe, os agentes não permitem que ninguém pare e as pessoas que passam pelas imediações do Parlamento são ameaçadas a continuar e não ficar diante da sede do Legislativo.

As forças de segurança ordenaram o fechamento de todos os comércios e estabelecimentos na área, como forma de impedir que os cidadãos possam parar perto do Parlamento.

Os policiais também tomaram as ruas adjacentes para impedir que os opositores tentem escapar no caso de enfrentamentos.

O presidente do Parlamento, Ali Larijani, adversário político de Ahmadinejad e ex-negociador iraniano no conflito nuclear, deu início ao ato com um discurso após recitar versos do Corão.

Depois da posse, Ahmadinejad contará com um prazo de duas semanas para apresentar ao Parlamento os membros do novo gabinete.

Após o pleito, os partidários dos dois candidatos reformistas saíram às ruas nas principais cidades iranianas, especialmente em Teerã, para protestar contra os resultados eleitorais.

As manifestações foram reprimidas com firmeza por milicianos e os guardiães da revolução, em confrontos que deixaram 20 mortos e milhares de detidos, segundo números oficiais. EFE msh/rr

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