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Ahmadinejad apresentará novo Governo do Irã nos próximos dias

Teerã, 9 ago (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou que apresentará nos próximos dias ao Parlamento a composição de seu novo Gabinete, que já antes de ser divulgado gerou expectativa e polêmica.

EFE |

Em declarações divulgadas hoje pela imprensa local, o líder anunciou que a lista será divulgada no início desta semana (no Irã, começa no sábado), que haverá mudanças e que sua intenção é colocar políticos jovens.

Segundo analistas locais, Ahmadinejad, cuja arrasadora vitória eleitoral é questionada pela oposição iraniana - que denuncia fraude - enfrenta uma tarefa difícil, já que suas intenções são vigiadas inclusive por membros da corrente conservadora do regime.

Na sexta-feira passada, Habibullah Asgaroladi, um importante membro do tradicionalista Partido Coalizão Islâmica, voltou a lembrar ao presidente seu dever de definir a formação do Governo com o líder supremo da Revolução islâmica, aiatolá Ali Khamenei, e o Parlamento.

Em uma carta divulgada pela rede de televisão estatal em inglês "PressTV", o citado líder conservador advertiu a Ahmadinejad que evite se amparar apenas no número de votos, "apesar de ter contado com o respaldo majoritário do povo".

Asgaroladi pedia também ao presidente que exerça seu cargo e aplique seus programas de Governo com tranquilidade, ao tempo em que pedia aos deputados conservadores que observassem com atenção e precisão que os escolhidos "se ajustam aos desejos do líder supremo", antes de conceder-lhes seu voto de confiança.

No cenário, a polêmica gerada semanas atrás por Ahmadinejad ao escolher como primeiro vice-presidente Esfandiar Rahim Mashaie, cuja nomeação teve a rejeição do próprio Khamenei.

A imprensa local especula agora a possibilidade de que o líder aposte no atual vice-presidente interino para Assuntos Parlamentares, Mohamad Reza Rahim, como sua mão direita no novo gabinete.

Também são cogitados para o posto outros homens próximos ao líder ultraconservador, como Mojtaba Samareh Hashemi ou o até então porta-voz do Governo, Gholam-Hossein Elham.

A imprensa local também conjetura a possibilidade de novidades em ministérios-chave, como o de Assuntos Exteriores, mas os analistas insistem em que o atual ministro, Manouchehr Mottaki, tem muitas chances de continuar.

Aparentemente, o atual diretor do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Saeed Jalili, e o embaixador de Teerã em Damasco, Ahmad Moussavi, estão na aposta.

A agência de notícias local "Mehr" afirmava na sexta-feira passada que Ahmadinejad inclusive teria avaliado a possibilidade de entregar, pela primeira vez nos 30 anos de República Islâmica, uma pasta ministerial a uma mulher.

A escolhida poderia ser a deputada Marzieh Vahid Dastjerdi, que substituiria Baqeri Lankarani no Ministério da Saúde, apesar da boa gestão deste último.

Todos os ministros terão, no entanto, que superar o trâmite Parlamentar e conseguir a confiança da câmara para poder exercer.

A questão não parece, no entanto, simples, apesar de os conservadores contarem com a maioria na Assembleia.

Durante a legislatura passada, o Parlamento destituiu um dos ministros de Ahmadinejad, que, em quatro anos, trocou cerca de dez ministros. EFE jm/an

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