Ahmadinejad admite que centrífugas foram afetadas por vírus

Vírus Stuxnet atingiu 30 mil computadores industriais e desativou parte do programa de enriquecimento de urânio

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O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta segunda-feira que várias centrífugas que produzem urânio enriquecido foram desativadas por programas instalados no material eletrônico, em uma alusão ao vírus de computador Stuxnet.

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Em entrevista, presidente iraniano defendeu 'direito' de Irã enriquecer urânio
O problema foi solucionado, acrescentou Ahmadinejad, ao reconhecer que o programa nuclear foi vítima de um vírus. "Eles conseguiram, de maneira limitada, desativar várias de nossas centrífugas, mas nossos especialistas puderam intervir e já não poderão voltar a fazê-lo", declarou o presidente respondendo a uma pergunta sobre os problemas sofridos pelo programa de enriquecimento do urânio iraniano.

Ahmadinejad não precisou sobre quem estava se referindo ao usar o pronome "eles". Também não pronunciou exatamente a palavra vírus.

O Irã se viu afetado em junho passado pelo vírus Stuxnet. Recentemente, um funcionário iraniano afirmou que 30 mil computadores industriais haviam sido infectados pelo vírus.

"Este vírus foi criado há um ano e reuniu informações sobre os computadores industriais", acrescentou o líder, ao explicar que computadores pessoais também acabaram afetados pelo vírus.

Combustível

Minutos antes, Ahmadinejad havia afirmado em entrevista coletiva que o "Irã tem o direito de enriquecer urânio e produzir combustível (para suas instalações nucleares) e este direito não é negociável".

A declaração é feita dias antes da reunião de 5 de dezembro do Irã e das potências do grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha) para tentar retomar o diálogo sobre o programa nuclear iraniano, interrompido há um ano.

As potências ocidentais temem que o Irã tente produzir armamento nuclear sob o pretexto de um programa civil, o que o Irã nega. Neste contexto, o Conselho de Segurança da ONU aprovou em 9 de junho uma resolução que reforça as sanções econômicas contra o Irã por seu programa nuclear.

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