Teerã, 16 ago (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, acusou hoje o Ocidente de interferir abertamente nos assuntos internos do Irã, mas ressaltou que suas tentativas fracassaram.

Em entrevista divulgada pela agência de notícias "Irna", o líder sugeriu que os países intervencionistas querem, "agora que fracassaram, enviar mensagens e relações amistosas".

"Nós também acreditamos em relações amistosas fundamentadas na justiça, mas devem responder por seus recentes atos e pagar as contas", afirmou.

O Irã foi palco de protestos após as polêmicas eleições de 12 de junho, nas quais Ahmadinejad foi reeleito com maioria absoluta, resultado que não foi aceito pela oposição.

Nos distúrbios posteriores morreram cerca de 30 de pessoas -segundo dados oficiais- e cerca de quatro mil foram detidas.

O Irã acusa o Ocidente, em particular a Estados Unidos, Reino Unido e França, de instigar e participar das revoltas com o objetivo de propiciar o que denomina uma "revolução de veludo".

"Desta vez intervieram de forma aberta nos assuntos internos do Irã, pensando inutilmente em prejudicar o povo e a República Islâmica. Mas o povo não presta atenção nele", afirmou hoje Ahmadinejad segundo a "Irna".

O presidente acusou o Ocidente de ter empregado seus meios de comunicação, o dinheiro, a mentira e a força contra o Irã, mas "fracassou".

"Saibam que a era dos impérios e do materialismo chegou ao fim. É o tempo do despertar dos povos", disse. EFE msh/db

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