Ahmadinejad acusa imprensa internacional de complô

Teerã, 14 jun (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, acusou hoje a imprensa internacional de refletir uma imagem negativa e equivocada do Irã e de se intrometer nos assuntos internos do país.

EFE |

"As eleições iranianas criaram uma guerra psicológica na imprensa (internacional), que não aprendeu as lições do passado", disse Ahmadinejad, reeleito com 64% dos votos nas eleições presidenciais de sexta-feira passada.

"Mas o povo iraniano demonstrou que está mais unido que antes e mais comprometido com o Imame e os princípios da revolução", afirmou Ahmadinejad, em uma declaração anterior a uma entrevista coletiva concedida hoje.

O presidente iraniano assegurou que isto não é nenhuma novidade.

É uma estratégia da imprensa que se repete desde o triunfo da Revolução Islâmica, em 1979, que tirou o último Xá da Pérsia, Mohammad Reza Pahlevi, do poder.

"A imprensa fez o mesmo (nas eleições passadas) e durante 30 anos. Não querem uma democracia que não esteja ligada a seus interesses", disse.

"Eles dizem que tudo está ruim (no país), porque não era o que eles esperavam. São eles que estão mal. Os 40 milhões de pessoas que votaram são contra essa intromissão internacional", acrescentou o presidente iraniano.

Ahmadinejad acusou a mídia estrangeira de transmitir uma imagem negativa do Irã, cheia de erros, e que depois é passada para seus Governos, que também criam uma idéia errada sobre o país.

"Estão errados e fazem relatórios equivocados que são entregues a seus Governos, o que gera mais erros. Essa visão tem que ser mudada.

Os erros do passado não podem se repetir, já que 40 milhões de pessoas votaram e apóiam o Governo", afirmou.

A imprensa internacional deu destaque para as denúncias de fraude apresentadas pela oposição reformista depois das eleições.

A suposta fraude foi denunciada hoje oficialmente pelo candidato derrotado, o reformista Mir Hussein Mousavi, através de uma carta ao Conselho dos Guardiães - que deve validar os resultados - divulgada em seu site.

Minutos depois que a carta foi publicada, o site de Mousavi foi censurado.

"Não se preocupem conosco, há 100% de liberdade neste país", disse hoje Ahmadinejad aos jornalistas. EFE jm/pd

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