Um milhão de metros cúbicos de uma lama tóxica vazou de reservatório de fábrica, inundando vilarejos, fazendas e poluindo rios

Beber água nos vilarejos húngaros afetados por uma lama tóxica é seguro, mas a qualidade do líquido deve ser constantemente monitorada, assim como o ar, o solo e os alimentos, devido à contaminação por metais pesados, disse a Organização Mundial da Saúde nesta quinta-feira.

Em relatório sobre a investigação conduzida na Hungria na última semana, a OMS pediu que a remoção da lama corrosiva seja finalizada, especialmente das casas, para minimizar a exposição dos moradores.
Habitantes e quase 4 mil trabalhadores envolvidos na limpeza devem receber claros conselhos sobre como se proteger, disse a OMS.



Centenas de moradores retornaram aos vilarejos depois de terem sido retirados em 4 de outubro, quando houve o vazamento de lixo industrial de uma usina de alumina no oeste da Hungria, cuja dona é a MAL Zrt. Nove pessoas morreram e 150 ficaram feridas no desastre, principalmente devido a queimaduras químicas.

"O contínuo monitoramento do ar externo e interno, da água potável e da qualidade do solo e produção de alimentos continuará sendo essencial para avaliar os riscos de exposição, particularmente de metais pesados, a médio e longo prazos, e agir é necessário", afirmou a OMS em comunicado.

Um milhão de metros cúbicos de uma lama vermelha letal vazou do reservatório, inundando vilarejos, fazendas e poluindo rios, incluindo um afluente do Danúbio.

Autoridades húngaras tomaram medidas imediatas para neutralizar o vazamento, reduzindo substancialmente o risco de dano direto à saúde, de acordo com uma equipe da OMS formada por quatro especialistas internacionais.

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