Agentes do FBI tentaram se opor à tortura em Guantánamo

Agentes do FBI encarregados de participar dos interrogatórios de presos nas instalações americanas em Guantánamo (Cuba), Iraque e Afeganistão tentaram se opor aos maus-tratos utilizados pela CIA, diz um informe oficial divulgado nesta terça-feira.

AFP |

Após mais de três anos de investigação, o inspetor geral do departamento de Justiça concluiu que os agentes do FBI "em geral evitaram participar dessas práticas", e muitos denunciaram os atos que testemunharam.

O informe - de mais de 370 páginas - detalha particularmente a queda-de-braço entre o FBI e o Pentágono em torno do caso de Abu Zubeida (homem próximo de Osama Bin Laden preso em março de 2002) e de Mohammed al-Qatani, um preso de Guantánamo considerado "o 20º seqüestrador aéreo". Ambos foram submetidos a interrogatórios considerados por muitos como tortura.

Esses dois incidentes - em que o Pentágono e a CIA se saíram melhor - levaram o FBI a não participar dos interrogatórios que utilizavam tais técnicas.

A Human Rights First, organização americana de defesa dos direitos humanos, afirmou em um informe, em março, que a "utilização de provas obtidas sob tortura e o tratamento desumano são onipresentes e sistemáticos com os prisioneiros de Guantánamo".

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