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Agentes do FBI denunciaram abusos em Abu Ghraib dois anos antes

Washington, 21 mai (EFE) - Agentes do FBI, a Polícia federal dos Estados Unidos, denunciaram a seus superiores as práticas coercitivas usadas por oficiais do Exército americano nos interrogatórios na prisão iraquiana de Abu Ghraib dois anos antes que o escândalo viesse à tona, em 2004.

EFE |

A informação foi divulgada hoje pelo Departamento de Justiça americano.

O Departamento de Justiça dos EUA indicou em comunicado que pouco antes da detenção, em 2002, de Abu Zubaydah e Ramzi Binalshibh, como suspeitos de participar dos atentados de 11 de setembro de 2001, agentes do FBI levaram suas queixas aos comandantes mais altos sobre o que estava acontecendo.

Segundo o comunicado, os agentes se recusaram a participar dessas sessões, as quais consideraram "abusivas", e que, de acordo com seus relatórios, "beirava a tortura".

Por isso, o diretor do FBI, Robert Müller, aconselhou-os a não tomar parte do processo, por considerar que estava "além das diretrizes" do órgão.

Para o Departamento de Justiça americano, o inspetor Geral do FBI, Glenn Fine, recebeu um relatório detalhado sobre o que estava acontecendo e das técnicas usadas, como a "asfixia simulada".

"Achamos que o FBI poderia ter avisado antes, poderia ter pressionado para conseguir uma solução", assinala o Departamento de Justiça dos EUA.

Por sua parte, a Polícia federal americana ressaltou em comunicado que em suas linhas de atuação estão proibidos os interrogatórios coercitivos.

No entanto, a polêmica sobre o tratamento dado aos detidos continua aberta pela possível implicação de altos comandantes do Exército. EFE elv/db

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