Agente diz que Polícia sofria muita pressão na época da morte de Jean Charles

Londres, 29 set (EFE) - O chefe da brigada antiterrorista da Scotland Yard durante os atentados de 7 de julho de 2005 contra Londres, Peter Clarke, depôs hoje na investigação pública sobre a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes e assegurou que, na época, a Polícia estava sob uma pressão sem precedentes. O jovem eletricista, que tinha 27 anos, foi executado à queima-roupa por dois policiais que o confundiram com um terrorista suicida, pouco após entrar em um vagão do metrô. Clarke explicou que o Palácio de Buckingham, o Parlamento e o edifício da Scotland Yard permaneceram fechados durante uma hora e meia dias após os atentados de 7 de julho por temor de novos ataques. Em seu depoimento, Clarke destacou a pressão sem precedentes que a Polícia britânica sofria após os atentados, que deixaram 56 mortos e mais de 700 feridos, e dos ataques fracassados de 21 de julho do mesmo ano. O ex-chefe da brigada terrorista da Scotland Yard explicou que, em 12 de julho, cinco dias depois dos atentados, a entrada e saída do Parlamento, da sede da Scotland Yard e do Palácio de Buckingham foram impedidas durante uma hora e meia. A decisão foi tomada após a descoberta do carro dos terroristas de 7 de julho na estação de trens de Luton (ao norte de Londres) e de um laboratório para fabricar bombas em Leeds (norte inglês), onde moravam três dos autores do massacre. Foi algo completamente sem precedentes, como algumas das decisões tomadas sobre se devia-se al...

EFE |

A morte de Jean Charles aconteceu um dia depois dos atentados fracassados de 21 de julho de 2005 contra a rede de transporte de Londres, que pretendiam ser uma repetição dos ataques de 7 de julho.

O brasileiro foi confundido com um dos autores dos ataques fracassados de 21 de julho que, por acaso, vivia no mesmo bloco de apartamentos do eletricista. EFE ep/db

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