Agente britânico revela detalhes da morte de Jean Charles

Londres, 22 out (EFE).- Um agente da equipe de vigilância que participou da operação em que Jean Charles de Menezes foi morto descreveu hoje o momento em que o brasileiro foi baleado à queima-roupa no metrô de Londres, ao ser confundido com um terrorista suicida.

EFE |

Em sua declaração perante a investigação pública sobre o fato, a testemunha, identificada unicamente como "Ivor", disse que não lembrava da Polícia dando alto a Menezes antes de abrir fogo, informou a agência britânica de notícias "PA".

"Escutei um disparo muito perto do meu ouvido esquerdo e fui jogado para o chão do vagão. Lembro de ser sacudido pela onda expansiva da pistola. Antes disso, lembro que o senhor Menezes girava sua cabeça ligeiramente para mim", indicou "Ivor".

O agente explicou que havia se jogado sobre o brasileiro porque achava que "podia levar armas ou explosivos".

Após avaliar que podia estar enfrentando um suspeito terrorista e temendo pela segurança dos cidadãos no vagão, das forças armadas e dele próprio, agarrou Jean Charles com os braços e o fez sentar.

Segundo ele, segundos depois, viu quatro homens se movimentando ao longo da plataforma da estação em direção à porta que havia em frente ao brasileiro.

"Nesse momento gritei 'aqui está ele' e indiquei Menezes com minha mão direita", ressaltou.

O agente conta que Jean Charles seguia sentado, mas se levantou imediatamente e avançou em direção a ele e aos policiais armados.

"Quando olhei para ele, parecia agitado", continuou "Ivor" na audiência, que contou com a presença da mãe e do irmão de Jean Charles.

O agente disse que não escutou Jean Charles dizer nada antes que a Polícia abrisse fogo.

A investigação pública, que começou em 22 de setembro, deve durar 12 semanas. EFE ep/rr

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