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Agenda paralela tira fascínio olímpico do futebol

Seis jogos de futebol feminino em três diferentes cidades marcaram nesta quarta-feira o início da Olimpíada de Pequim. Mas, na capital chinesa, as atenções permanecem voltadas para a cerimônia de abertura do evento na próxima sexta-feira.

BBC Brasil |

Uma série de fatores contribuiu para a sensação de que o fascínio que cerca os Jogos Olímpicos não esteve presente nas primeiras partidas de futebol, além do fato de a competição na modalidade ter começado dois dias antes da cerimônia que marca oficialmente o início do evento.

A sede da Olimpíada ficou de fora do início do torneio. Pequim não recebeu nenhum dos seis jogos desta quarta-feira, realizados nas cidades de Tianjin, Shenyang e Qinghuangdao.

Os sinais pela capital chinesa são de que o futebol feminino viveu um momento de anticlímax na estréia. Nas televisões, nas ruas e nas manchetes pela cidade, os assuntos preferidos eram outros.

Em Pequim, foi muito mais fácil encontrar alguém disposto a falar da segurança reforçada na cidade, dos últimos passos da tocha olímpica ou do mais recente protesto pela independência do Tibete do que sobre a atuação da craque Marta na partida entre Alemanha e Brasil - campeã e vice do último Mundial de futebol feminino.

O empate em 0 a 0 no jogo mais esperado do dia também ajudou na repercussão relativamente pequena da partida. O resultado mais surpreendente na primeira rodada ficou por conta da derrota dos Estados Unidos para a Noruega por 2 a 0.

Disputa extracampo
O torneio olímpico de futebol masculino, que terá início nesta quinta-feira, também terá o desafio de concorrer com os preparativos para a cerimônia de abertura dos Jogos e ainda corre o risco de ser ofuscado por uma disputa extracampo.

Nesta quarta, o Tribunal Arbitral do Esporte, em Lausanne (Suíça), concluiu que os clubes de futebol não são obrigados a liberar jogadores com até 23 anos de idade para a disputa dos Jogos Olímpicos.

A decisão foi uma resposta à reclamação do Barcelona, da Espanha, e dos alemães Werder Bremen e Schalke 04, que não aceitaram a convocação para a Olimpíada do jogador argentino Lionel Messi e dos brasileiros Diego e Rafinha.

Com isso, os três jogadores - que estavam treinando com as seleções de seus países - podem ficar de fora da competição.

Em um comunicado, a Fifa - entidade que dirige o futebol mundial - afirmou ter ficado "surpresa e desapontada" com a decisão do tribunal e pediu que os clubes deixem os jogadores participar da Olimpíada.

A queda-de-braço entre clubes e seleções já tinha causado estragos na preparação de Brasil e Argentina. As duas equipes fracassaram na tentativa de convocar jogadores com mais de 23 anos como o brasileiro Kaká, que não foi liberado por seu clube - o Milan, da Itália.

Diante do impasse, o presidente da Fifa, Sepp Blatter, já havia afirmado que a entidade pretende rever as regras e o formato do torneio olímpico de futebol masculino para garantir que a Olimpíada de 2012, em Londres, não sofra com os mesmos problemas.

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