Jerusalém, 24 jan (EFE).- As agências humanitárias reivindicaram hoje acesso irrestrito à Faixa de Gaza para que possam ajudar a população do território, que teve boa parte de sua infraestrutura destruída em quase um mês de bombardeios.

Depois da operação militar israelense, é "fundamental que se permita um acesso completo e sem obstáculos" a Gaza, diz num comunicado a Associação das Agências Internacionais de Desenvolvimento que trabalham nos territórios palestinos ocupados (AIDA).

A entidade denunciou que "as agências internacionais sofreram uma rejeição sem precedentes no acesso a Gaza desde 5 de novembro", e que ontem, pela primeira vez em três meses, foi permitida a entrada de um pequeno grupo de trabalhadores humanitários no território.

Este é "um passo na direção correta", disse a AIDA, que, no entanto, considera "inaceitáveis" as restrições à passagem "constante, consistente e sem limites" das equipes das agências de cooperação internacional.

É preciso facilitar o acesso para que o pessoal humanitário possa "ajudar as famílias desesperadas de civis que perderam suas casas e negócios e estão sofrendo com a escassez de comida, produtos de primeira necessidade, dinheiro, atendimento médico e combustível", acrescenta a nota.

A associação lembra que quatro mil casas foram destruídas e que outras 21 mil sofreram danos significativos, da mesma forma que dezenas de escolas, hospitais, clínicas, linhas de transmissão de energia e outros serviços públicos.

Segundo números das Nações Unidas, aproximadamente 100 mil pessoas tiveram que deixar suas casas por causa do conflito, das quais cerca de 8,5 mil permanecem refugiadas em escolas da agência para os refugiados palestinos (UNRWA).

A AIDA também exige que Israel abra os postos fronteiriços 24 horas por dia para permitir a entrada em Gaza de combustível e outros para a usina elétrica, os hospitais e as centrais de tratamento de água, assim como cimento, areia e outros materiais de construção. EFE aca/sc

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