Agências de qualidade chinesas se recusam a investigar contaminação de leite

Fabricante diz que importou leite da Nova Zelândia; multinacional neozelandesa afirma que produto é seguro

EFE |

O Ministério chinês de Saúde reconheceu nesta quinta-feira que algumas agências alimentícias rejeitaram investigar o caso de três meninas de até 15 meses que desenvolveram seios de forma prematura após a ingestão de leite em pó supostamente adulterado com hormônios.

Em comunicado enviado à agência estatal de notícias "Xinhua", o Ministério admitiu que os departamentos locais de qualidade rejeitaram o pedido dos pais de investigar o leite infantil produzido pela empresa local Synutra International.

O departamento ministerial lembrou que os consumidores têm direito a enviar amostras de alimentos quando acreditam que estes apresentam problemas de qualidade às agências de inspeção alimentícia, segundo a Lei de Segurança Alimentar da China.

No entanto, o Ministério explicou que as agências podem se negar a realizar análises quando elas são propostas por consumidores individuais, caso as origens das amostras não estejam claras, acrescenta o comunicado.

Os pais das três crianças afetadas pelos sintomas de puberdade prematura e seus médicos apresentaram este mês queixas contra a Synutra perante as agências em questão, mas elas se negaram a abrir uma investigação, justificando que elas só poderiam ser solicitadas por empresas.

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta que uma equipe formada por nove especialistas já está investigando o caso da Synutra, cotada no índice Nasdaq, e que assegurou que seus produtos eram seguros, pois importava o leite da Nova Zelândia. No entanto, a multinacional neozelandesa Fonterra negou quarta-feira qualquer responsabilidade no caso, e garantiu que o leite em pó que fornece à Synutra é de qualidade.

O Ministério anunciou que tornará público o resultado tão logo a equipe, formada por endocrinologistas, pediatras e especialistas em segurança alimentar, obtenha as primeiras conclusões.

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