Agências da ONU pedem aos líderes do G8 que lutem contra a fome

Roma, 8 jul (EFE).- Três agências das Nações Unidas com sede em Roma exigiram hoje dos líderes do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais desenvolvidos e a Rússia) um impulso decisivo na luta contra a fome, segundo um comunicado conjunto divulgado hoje.

EFE |

Na nota, a Organização da ONU para a Agricultura e a Alimentação (FAO), o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) pediram aos líderes do G8 que se comprometam com "uma nova revolução verde".

Essa revolução deve consistir no desenvolvimento agrícola dos países pobres através de "um forte aumento do financiamento público", segundo o comunicado.

Os responsáveis das três agências da ONU lembram que uma das principais causas da atual crise alimentícia mundial é a forte queda dos investimentos agrícolas durante as últimas três décadas.

Nos últimos 30 anos, o total da ajuda oficial ao desenvolvimento destinado à agricultura caiu de 17% para cerca de 3%.

"A cúpula do G8 no Japão pode servir para dar um empurrão decisivo à luta contra a fome e a pobreza, ao investir a tendência e dirigir uma porcentagem muito maior da ajuda ao desenvolvimento ao setor rural e agrícola", dizem o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, o presidente do Fida, Lennart Bage, e a diretora-executiva do PMA, Josette Sheeran.

Essa decisão "conseguiria acelerar a estratégia contra a fome contida na declaração adotada por 180 países e pela comunidade européia na cúpula sobre segurança alimentar, realizada em Roma, em junho de 2008".

O objetivo da estratégia é "recuperar a agricultura sustentável como um fator-chave no desenvolvimento e aproveitar a enorme energia latente dos pequenos camponeses e dos pobres do mundo".

Significaria lançar uma nova revolução verde, "com o objetivo de duplicar a produção mundial de alimentos em meados deste século e poder alimentar uma população que deve alcançar os 9 bilhões de pessoas".

Isso significa que "a agricultura do amanhã tem que começar hoje", segundo os responsáveis dos três organismos da ONU.

Diouf, Bage e Sheeran disseram que é possível aproveitar pelo menos um efeito positivo da alta dos preços dos alimentos, porque, "durante os próximos dez anos, os preços elevados farão com que a agricultura seja atrativa para os investidores privados". EFE alg/an

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