Agência próxima às Farc diz que missão humanitária pode não cumprir objetivo

Bogotá, 3 abr (EFE).- A missão médica humanitária em favor dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que chegou a Bogotá em um avião francês, dificilmente poderá cumprir seu objetivo, pois ainda não se sabe se a guerrilha está a par dela, advertiu hoje a agência Anncol, próxima à organização rebelde.

EFE |


A "Anncol", com sede em Estocolmo, e que freqüentemente divulga materiais sobre o grupo guerrilheiro na internet, sugeriu que todos os canais de comunicação com as Farc podem estar cortados.

"Não sabemos se as Farc sabem da missão", acrescentou a fonte em uma nota sobre a operação humanitária que visa a prestar assistência médica à ex-candidata à Presidência colombiana Ingrid Betancourt e a outros doentes no grupo de reféns que os rebeldes querem trocar por 500 presos.

A missão, liderada pela França, foi iniciada na quarta-feira pelos Governos deste país, da Espanha e da Suíça, e por um comitê autorizado por Bogotá a mediar um acordo humanitário com os rebeldes.

A aeronave com pessoal e equipamentos para tratamento intensivo para a missão aterrissou hoje na base militar de Catam, em Bogotá, onde espera um possível sinal dos rebeldes para voar ao local onde os doentes possam ser atendidos.

Segundo a "Anncol", "em uma guerra como a colombiana, os canais de comunicação com o inimigo não podem ser totalmente fechados".

"Isto demonstra que é necessário deixar uma janela aberta, um resquício, por meio do qual possam se comunicar com o inimigo, para depois não ficarem desesperados procurando um contato", afirmou a agência.

A nota também destacou que "não se pode enviar aviões para esperar inutilmente por uma pessoa que ninguém disse se será entregue".

De acordo com a "Anncol", as Farc aumentaram seus cuidados com suas comunicações desde a morte do porta-voz internacional da guerrilha, conhecido "Raúl Reyes", em 1º de março, em uma incursão colombiana em um acampamento do grupo no Equador.

A mesma fonte insistiu na versão de que foi um telefonema de um emissário francês para o porta-voz da guerrilha que permitiu aos americanos "localizarem o acampamento de Raúl Reyes e bombardeá-lo".

Também pôs em dúvida a sinceridade do presidente da França, Nicolas Sarkozy, e disse que o objetivo do chefe de Estado colombiano, Álvaro Uribe, é "assassinar Ingrid Betancourt".

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